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sábado, 7 de maio de 2011

Em tons de cinza...


Hoje abri os olhos e de tons de cinza tudo pareceu possuído. Nada mais tinha brilho ou cor ou parecia me demonstrar um motivo para continuar e erguer meu corpo da cama, sem muita opção de escolha e com muito sacrifício afastei meu corpo das cobertas que tão bem me acolhiam. De passagem vejo meu reflexo no espelho, mesmo embaçado consigo ver os olhos inxados e a expressão que a muito não me olhava de volta com tamanho desagrado. A lembrança do que foi apenas mais um sonho. O nó me sobe na minha garganta e com muito sacrifício consigo suprimir o choro mais uma vez. Até quando? Mal senti a água tocar meu corpo, a comida me pareceu desnecessária e tudo seguia numa rotina tabelada, as mesmas coisas, nas mesmas horas, com a mesma precisão já automatizada.

Lá fora até o tempo parece condizer com meu interior, o sol parece ter sentido vergonha de sair, ou achado também desnecessário. Sorte dele ter as nuvens para mante-lo seguro. Andar por lugares que me trazem lembranças que antes eram motivos de sorriso, agora assemelham-se a farpas. Mais uma vez o nó que me interrompe a fala, auto controle era a base do sucesso para essa sociedade. "Sorrisos plásticos cumprindo seu papel, enfeitando rosto de pedra"... Sempre gostei desse pequeno trecho e não existe frase melhor para definir os momentos pelos quais passo. E assim os dias seguem... Nada faz sentido, nada tem mais lógica, momentos sem razão e apenas no silêncio da noite o nó em minha garganta pode finalmente ser libertado.



Âncora - Libra

Dentro do meu mar é onde ela está
Presa nos meus pés, ela não quer me ver partir
Dentro do meu mar, onde ela está
Tão profundo, tão escuro que eu não quero ir

E eu já sinto meu corpo afundar
E eu me esforço para não me afogar
Cada vez mais no fundo do mar
Com ela...

E se eu disser que eu não te quero
Que aqui não é o meu lugar
Será que assim você me solta
Ou eu vou ter que me soltar à força?

E eu já sinto meu corpo afundar
E eu me esforço para não me afogar
Cada vez mais no fundo do mar
Com ela...

E eu já sinto meu corpo afundar
E eu me esforço para não me afogar
Cada vez mais no fundo do mar
Com ela...

~~~ x ~~~

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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Filme da Vida

Só porque alguém especial me disse...


"Se encaro a vida como um filme percebo que, como protagonista, só é importante o que e quem eu considero relevante. A massa restante é apenas um vulto colorido; figurantes. Então... Preocupar-se com a opinião de terceiros passa a se tornar tão desnecessário. Pois o segredo que poucos sabem é que o mundo não é tudo... O mundo é só um cenário". [J] Garotto (Todos os direitos reservados a ele! Clique no nome e conheça seu blog.)

E isso me deixou pensando bastante nos últimos acontecimentos. No filme da minha vida quem sou eu? Qual o meu papel? Algumas raras vezes me senti a heroína, que chega no momento exato e tira alguém de uma enrascada. Na maioria dos filmes sou apenas o personagem que faz graça, faz todos rirem nos momentos mais inoportunos. Mas eu nunca sou a protagonista. Sou sempre a coadjuvante, apareço quando os protagonistas das suas próprias vidas precisam. Participo de vários filmes, alguns curtas... Alguns longas mas no fim acabo sempre ali, sentada na última fileira assistindo um final feliz que não me pertence, comendo uma pipoca murcha, o refrigerante sem gás, o chiclete já sem sabor e admirando o "The End" na tela com os olhos marejados, imaginando o dia em que eu serei a protagonista, em que terei o controle do filme da minha vida e que terei meu final feliz. Quem sabe um dia...


Amor Platônico - Legião urbana

Eu sou apenas alguém
Ou até mesmo ninguém
Talvez alguém invisível
Que a admira a distância
Sem a menor esperança
De um dia tornar-me visível

E você?
Você é o motivo
Do meu amanhecer
E a minha angústia
Ao anoitecer

Você é o brinquedo caro
E eu a criança pobre
O menino solitário que quer ter o que não pode
Dono de um amor sublime
Mas culpado por querê-la
Como quem a olha na vitrine
Mas jamais poderá tê-la

Eu sei de todas as suas tristezas
E alegrias
Mas você nada sabes
Nem da minha fraqueza
Nem da minha covardia
Nem sequer que eu existo
E como um filme banal
Entre o figurante e a atriz principal
Meu papel era irrelevante
Para contracenar
No final
No final
No final

quarta-feira, 9 de março de 2011

Para alguém...


Tremor, Poeira, Vento.
Tempestadade, Chuva, Frio.
Terra, Brisa, Calmaria.
Palavras, Sorrisos, Calmaria.
Sorrisos, Brisa, Palavras.
Palavras, Sorrisos, Brisa.

Para a suave brisa que invadiu os labirintos infinitos da minha alma,
Para a suave brisa que acalmou a tempestade,
Para a suave brisa que trouxe de volta o doce repicar dos sorrisos.
Por que eu sei que a suave brisa vinha de tuas asas.
Malka Lima - 21h09 - 09/03/2011

~~~

Fico impressionada como encontro amigos sinceros onde eu menos esperava e como não me importo de parecer um livro aberto para eles. Assim como também não me importo de abraça-los e deixar que me levem para fora da tempestade, mesmo que não saibam que eu estava perdida.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Faxina


Eitáááááá que hoje a noite foi longa! Além de estudar, arrumar quarto, assistir tv e afins eu ainda dei uma faxinada no blog... Uma arrumada aqui e ali... Mudança de layout... De design... Ficou mais Clean! Gostei! Ha! Inspiração voltando a toda para postar, já cadastrei o celular no blogger para inspirações repentinas longe de pc... Acho que não falta mais nada. Se liga! Agora meu blog tem páginas! *-* Pois é. Vai ficar tudo mais organizadinho. De vez em quando vai aparecer uma nova... Tem tanta coisa que quero colocar, mas ae parece inútil aí eu tiro e fico nessa guerra.
~  Algumas vezes é preciso erguer a cabeça, bater a poeira das roupas e manter o sorriso como se jamais tivesse caído. - Malka Lima as 22:40 - 28/02/2011
Eu disse que a inspiração tinha voltado! Não tem muito o que falar... Mas em breve novas postagens, novas poesias, novos contos, novas fotos... Nova Malka Lima Limão! Tá bom ou quer mais?! *-*

Embriague-se!

Beijos!

terça-feira, 26 de outubro de 2010



Nothing Else Matters - Metallica

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

I never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for what they say
Never cared for games they play
Never cared for what they do
Never cared for what they know
And I know, yeah

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters



Existem momentos em que mais nada importa,
O mundo pode parar,
O vento pode soprar,
A chuva pode cair,
A respiração pode falhar...
Ao teu lado o finito torna-se infinito...
E o mais simples gesto torna-se perfeito.