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quinta-feira, 10 de março de 2011

Poesia



A vida deveria ser mais simples.
O amor não deveria machucar,
Os amigos não deveriam sumir,
As lágrimas deveriam ser de apenas de alegria,
Os maus momentos não deveriam exisitir.

E então tudo seria mais complicado.
Sem se machucar não existiria a superação,
Sem os amigos sumir não existiria o prazer do reencontro,
Sem o choro de tristeza não existiria o consolo,
Sem os maus momentos os bons não seriam valorizados.

A vida é caótica e problemática pelo simples fato de que se tudo fosse perfeito, todo o sentido seria perdido. O significado real de perfeição existe dentro da mente de cada um e em cada pequeno momento vivído, no aproveitar dos bons momentos enquanto duram e tornar estes imortais nos sorrisos dados e recebidos. É único e intransferível.

By Malka Lima.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Para alguém...


Tremor, Poeira, Vento.
Tempestadade, Chuva, Frio.
Terra, Brisa, Calmaria.
Palavras, Sorrisos, Calmaria.
Sorrisos, Brisa, Palavras.
Palavras, Sorrisos, Brisa.

Para a suave brisa que invadiu os labirintos infinitos da minha alma,
Para a suave brisa que acalmou a tempestade,
Para a suave brisa que trouxe de volta o doce repicar dos sorrisos.
Por que eu sei que a suave brisa vinha de tuas asas.
Malka Lima - 21h09 - 09/03/2011

~~~

Fico impressionada como encontro amigos sinceros onde eu menos esperava e como não me importo de parecer um livro aberto para eles. Assim como também não me importo de abraça-los e deixar que me levem para fora da tempestade, mesmo que não saibam que eu estava perdida.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Capitulo 10 - Poesia


Desencanto

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.


Teresópolis, 1912 - Manuel Bandeira